Ser ou não ser diferente?

Por Otávio Reis
Vivendo num mundo ancorado em princípios de dualidade, a sensação do indivíduo de separação do outro, de suas partículas e da Fonte pode manifestar-se diversas vezes gerando sentimentos de angústia ou saudade de alguém ou de algum lugar. Quem nunca se sentiu sozinho? E diferente? Você já se sentiu diferente? Será que é ruim ser diferente?

Seria também ruim sentir-se diferente?
Vivemos num paradoxo entre duas ideias:

1. Somos todos um. Na Fonte, somos iguais. Essa ideia nos transmite o significado de que a separação não existe realmente, pois estamos todos conectados e nossas mentes geram ressonância uma na outra, assim como em toda a rede de energia quântica. (Leia nosso artigo sobre o universo e as conexões universais).

2. Somos seres únicos. Não existe ninguém que seja exatamente como somos e isso nos torna especiais. Somos diferentes.

O mundo externo ou sociedade impõe valores e tendências que acabam gerando um padrão de formatação dos seus indivíduos.

O mundo interno ou subjetivo se deixa guiar muitas vezes pelo EGO, que é um sistema de controle do eu de cada um, uma espécie de defensor da personalidade, que tende a repetir padrões mantendo a pessoa numa zona de conforto emocional.

Crescemos sendo influenciados por padrões de comportamento e tendências, criando significado pra tudo o que vivemos. Quando vamos tomar uma nova decisão, iremos, de maneira geral nos apoiar nas emoções e significados que trazemos do nosso passado. Isso nos faz entrar em ciclos repetitivos replicando padrões e criando situações que justificam aquilo que já sentimos.

Quebrar esse ciclo é romper com o controle do EGO, com a tendência externa e com a zona de conforto. É acreditar na sua essência, deixando-a se manifestar. Nesse momento você se torna um deus criador e deixa de ser uma criatura passiva inserida num sistema. A justificativa de uma ação passa a ser um simples “porque sim!”, posto que você segue o fluxo de sua essência e não uma construção racional baseada em significados passados. As possibilidades se tornam infinitas, sem as barreiras de limitações racionais. Não é porque algo deu errado algumas vezes que isso significa que aquilo sempre vai dar errado. Uma situação nunca é igual à outra.

O objetivo verdadeiro de todo diferente é vibrar em uníssono num fluxo com a Fonte, ou seja, no fundo de cada diferente existe o igual na Fonte.

O diferente é aquele que vê diferente, sente diferente, faz diferente e processa a realidade de maneira diferente. Para isso, ele passa por um despertar que faz com que ele se predisponha a quebrar tendências e padrões. Então ser diferente é simplesmente aquele que teve coragem e disposição de não ser igual a tudo e a todos. A centelha divina é a mesma, mas a escolha de onde cada um se posiciona é livre e isso reflete níveis mentais e conscienciais diferentes.

O diferente é aquele que decide sair do estado de ser igual e ao fazer isso ele mostra para os não-diferentes que existem outras possibilidades e que eles também podem ser diferentes. Isso cria movimentos de igual para diferente e de diferente para igual, quando o grupo todo adere a uma determinada mudança.
Quem faz tudo igual não muda o mundo!

Essa frase é uma evidência. Alguém precisa sempre quebrar o padrão para que surja algo diferente. Vamos ser diferentes e fazer diferente!

Muitas vezes o individuo já se sente diferente e isso gera uma angústia por ele não se sentir adequado à sociedade ou adaptado ao mundo. Muitas vezes existe um conflito interno para se aceitar, para assumir que ser diferente não é um problema, pois as diferenças são uma riqueza que nos torna complementares e não um abismo que nos separa.
Você não precisa se adequar a nada!

Aceite sua essência, vibre com o universo e o mundo se adéqua a você.
Nesse momento outros diferentes, que te compreendem também sentirão sua ressonância e serão atraídos para que os caminhos se cruzem. Você achará muitos que te compreendem e pensam de maneira semelhante à sua. Não se sentirá mais só. Não se sentirá mais incompreendido. A sensação de separação desaparece, pois você se sente conectado.
Mas compreenda que se você agora é diferente e vê diferente, o outro não-diferente não necessariamente vê também e não necessariamente fala sua língua. Então para que as relações sejam fluidas e a comunicação seja efetiva, é preciso falar a língua do outro, se colocar nos sapatos do outro, vibrar na ressonância com o outro, ou seja, ser multivibracional. Assim todo aquele que for igual e quiser ser diferente como você, compreenderá sua experiência, seu conhecimento e sua mensagem. Quem faz diferente, sabe o que é ser diferente e aprende a respeitar as diferenças. Se isso não acontece é porque ainda estamos muito presos a nossos padrões de personalidade e precisamos flexibilizar nossos conceitos e significados trabalhando a empatia com os outros.
Faça a diferença sendo um diferente!

Fonte: http://www.projetoportal.org.br/os-diferentes.html

Publicado por: Gildásio Starling

Gildásio Starling
Administrador de Empresas com Pós-graduação em Administração Financeira e Investimentos, Pesquisador de Ciência Lilarial do Dakila Pesquisas.

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